domingo, 21 de agosto de 2011

Crise da mobilidade urbana em São Paulo

A raiz da crise passa pela disfunção que representa o divórcio entre as políticas de uso do solo, transporte e trânsito. Mesmo que não estejam escritas ou explícitas, elas acabam sendo a sucessão de ações e omissões que a máquina pública permite. Um plano diretor contendo uma política de uso e ocupação do solo pode ajudar muito na racionalização das necessidades de deslocamentos. Sabe-se até pela simples observação visual que a habitação cresce em direção do extremo leste da cidade e o trabalho avança no quadrante sudoeste. O resultado? Mais viagens, maiores distâncias percorridas e, portanto, mais congestionamentos. A verticalização da "cidade legal" tem ignorado o impacto no déficit de áreas de estacionamento e, como conseqüência, em São Paulo é praticada uma das tarifas mais altas do planeta.
Num período de cinco anos (entre 1992 e 1997), a média de quilômetros de congestionamento medidos pela CET no sistema viário principal da cidade passou de 40 km, na hora de pico da tarde, para 120 km. Hoje há congestionamentos significativos em corredores da mais longínqua periferia e em todos os quadrantes. O grau de "viscosidade" urbana aumenta, e a crise de mobilidade se agrava. Os deslocamentos ficam mais lentos, e as áreas congestionadas crescem. A administração municipal deve abrir e conduzir o debate a fim de se encontrar esse modelo sistêmico para enfrentar o problema da mobilidade urbana. É preciso sair da escala do semáforo, do viaduto, do talão de multa ou da placa de sinalização. A extensão e a gravidade do problema do trânsito paulistano requerem uma abordagem sistêmica, uma intervenção profunda com visão de longo prazo. É um desafio tecnológico, político e administrativo que exige um tratamento mais holístico e menos setorizado e um amplo debate com todos os segmentos representativos. ROBERTO SALVADOR SCARINGELLA
Engenheiro Civil e Jornalista, Diretor Superintendente do Instituto Nacional de Segurança no Trânsito

sábado, 20 de agosto de 2011

Projeto: Cuidando da sala (EMEF JK)

PROJETO: Cuidando da sala – Cuidando da escola.

A 5ª série C chamou a Dona Candinha para propor um Projeto, a ideia era cuidar melhor da sala. Cada aluno teria a responsabilidade de cuidar da sua carteira e cadeira. Uma vez por semana com panos e produtos de limpeza as carteiras e cadeiras seriam limpas. Mas era necessário pedir a colaboração dos alunos da manhã. O professor Ronaldo foi chamado para participar e fazer a integração das duas turmas. Todos os alunos concordaram com o Projeto. Vai funcionar assim:
a- Colocar etiqueta com o nome do aluno da manhã e da tarde para identificar as carteiras e cadeiras.
b- Organizar em uma caixa o kit projeto “Cuidando da Sala” (panos, álcool, buchas, veja), que ficará na sala da auxiliar de direção. Será utilizada pelas duas turmas.
c- Segunda-feira será o dia da ação da 5ª C e na Quarta feira o dia da 6ª B.
d- Haverá na sala um espaço de recados para os alunos da tarde se comunicarem com os alunos da manhã sobre o Projeto. Também poderão utilizar a lousa para passar os recados.
e- A Dona Candinha, o Professor Ronaldo e os professores coordenadores das salas (Romildo 5ªC e Joseneide 6ªB) estarão envolvidos diretamente com o Projeto, mas é importante que todos os demais professores também participem.
OBS.: Se o Projeto der certo, os alunos dessas salas vão incentivar os alunos das outras salas a participarem.

ONDE POSSO CORRER NA ESCOLA?

CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO
Aluno consciente... Condutor consciente no futuro.
“Correr e gritar pelo corredor da escola não posso, porque atrapalha o estudo dos outros alunos que estão em sala de aula. Além disto, pode ocorrer um acidente e alguém se machucar”.
“Correr pelo pátio da escola não posso em nenhum momento, tem várias quinas de concreto, bancos de concreto, mesas, o bebedouro com quinas perigosas. Durante o intervalo e as refeições nem pensar, já derrubaram o copo cheio na roupa do colega; o outro, coitado, o prato cheio de comida foi ao chão”.
Propostas:
a- Eleger dois monitores de cada sala para orientar os colegas sobre o comportamento adequado na sala de aula, nos corredores e no pátio.
b- Se após as orientações o(a) aluno(a) persistir nos erros, receberá uma advertência por escrito e comunicado aos pais ou responsáveis.
c- Se houver reincidência, o(a) aluno(a) ficará suspenso(a) dos torneios esportivos da escola.



ALUNOS ESTUDANDO...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Propostas: Convívio Escolar para o Fund. I

Proposta de atividade do 1º ao 5º ano


Para que a escola se transforme em um espaço democrático e cooperativo, pautado por relações éticas, é preciso criar situações e vivências que favoreçam a participação, o respeito à diversidade dos indivíduos e dos grupos. Assim, é importante trabalhar a ética a partir de situações concretas do cotidiano escolar, das relações que os professores, funcionários, coordenadores pedagógicos e diretores têm a oportunidade de compartilhar com os educandos.

Existem diversas situações do cotidiano escolar e comunitário em que nos colocamos as questões de “Como agir na relação com os outros? Agir buscando o quê? Fazer o bem ou o mal?” Enfim, isso é ético ou antiético? O debate destas situações pode criar bons momentos de atividade com os alunos. Mas o professor também pode e deve criar atividades para introduzir o debate de questões específicas. É esse o sentido das atividades aqui propostas.

A preocupação com a ética deve ter lugar central nas propostas educativas escolares se a escola quiser cumprir seu papel fundamental: a formação integral do cidadão. Evidentemente, essa formação se dá nas relações sociais que se estabelecem na escola entre alunos, alunos e educadores, funcionários e comunidade. Por isso, esse convívio social na escola precisa ser alvo de reflexão pela equipe escolar para que haja clareza quanto ao que se pretende ensinar.

Como a questão da ética não se resume ao discurso que podemos fazer sobre ela, a melhor forma de preparar nossos alunos para compreenderem os princípios éticos que devem regular o convívio escolar nas mais diversas situações (e na sociedade em geral) é fazer com que eles sejam vividos cotidianamente. Ou seja, é na prática, por meio do exemplo, da convivência e pela reflexão em situações reais que os alunos podem desenvolver atitudes coerentes com os valores humanos que queremos ensinar.

Desse modo, o convívio escolar é o conteúdo fundamental da formação ética dos alunos. “E, ao mesmo tempo, é o instrumento mais poderoso que a escola tem para cumprir sua tarefa educativa nesse aspecto” (Pg13).

Valores como respeito, justiça e solidariedade podem ser desenvolvidos pelo tratamento que a escola tem em relação a diferenças, potencialidades e dificuldades de seus alunos. Essa preocupação deve existir no trabalho em todos os níveis de ensino. No caso de 1ª a 4ª série, é possível trabalhar, por exemplo, com:

- acolhimento da 1ª série com atividades especiais de adaptação ao novo espaço;
envolvimento da 4ª série na recepção dos menores, seja com a 1ª ou a 2ª série;
apresentação dos diferentes profissionais que trabalham na escola e suas funções para as séries iniciais;
- entrevistas com funcionários e professores, coordenadores para conhecerem melhor as pessoas que trabalham na escola;
- elaboração de álbum de fotografia da classe que pode ser feito ao longo do ano em um caderno de desenho, mês a mês, ou em momentos significativos do trabalho escolar ou a partir de pequenas fotos, desenhos ou recortes de revistas que os alunos trazem/fazem de si próprios. Os álbuns podem ser decorados e complementados com textos escritos pelos alunos;
- estabelecimento de regras de convivência simples e em pequeno número para sala de aula;
- estabelecer um horário diário ou semanal – roda da conversa – para dialogar com os alunos sobre as situações vividas na escola, seus problemas e dificuldades de vida/relacionamentos;
- combinar atitudes em relação a situações do dia-a-dia em que haja coerência e respeito de todos;
- eleger representantes de classe depois de discutidos o significado da representação, o que esse representante deve fazer, que atitudes se espera dele, que problemas ele pode enfrentar, que regras ele deve seguir.
- O importante dessas atividades é mostrar ao aluno, de forma concreta e prática que o acolhimento, a solidariedade e o clima agradável que devem reinar na sala de aula e na escola fazem parte da ética de viver e conviver. Isso pode ser pontuado em um bate papo para que essa relação fique clara para todos.


Produção e Edição: Equipe EducaRede

terça-feira, 12 de julho de 2011

PROJETO DISCIPLINAR JK

“Escola Ensina - Família Educa”.
Objetivo: Desenvolver um conjunto de ações visando a melhoria das relações no ambiente escolar. Quanto melhor for a relação no convívio escolar, maiores serão as possibilidades da construção do conhecimento, elaboração e práticas pedagógicas, onde o educando e a comunidade serão os maiores beneficiados.
Como está sendo construído o Projeto Disciplinar?
1- Elaboração do Regimento Interno Disciplinar, construído pelos alunos representantes de sala (Alunos eleitos democraticamente pelos seus pares).
2-Reuniões bimestrais entre educadores e responsáveis pelos alunos, envolvendo todas as salas.
3- Reuniões disciplinares. Ocorrem quando a equipe escolar achar necessário. Envolve alunos com graves problemas disciplinares, seus responsáveis, o grupo de professores e equipe gestora.
4- Assembléias gerais com os alunos representantes de sala para refletir, diagnosticar, reivindicar e propor projetos que visem a melhoria da escola.
5- Reuniões específicas durante a JEIF para debater sobre o Projeto Disciplinar.
                                                       
 AÇÕES 
6- AÇÃO COLETIVA: CAMPANHA PARA QUE TODOS NA ESCOLA CONHEÇAM AS REGRAS E NORMAS PRODUZIDAS PELOS REPRESENTANTES DE SALA. (INFORMATIVO NAS SALAS E NOS CORREDORES – SALAS DA EQUIPE GESTORA – SECRETARIA. - TRABALHO DOS PROFESSORES EM SALA DESTACANDO O REGIMENTO DISCIPLINAR, BEM COMO O PROJETO “ESCOLA ENSINA – FAMILIA EDUCA”, LEVAR AOS ALUNOS OS TEMAS DEBATIDOS COM OS PAIS EM REUNIÃO.

7- AÇÃO COLETIVA: CADERNOS RELATÓRIOS POR CLASSE (SÓ FAZEM ANOTAÇÕES NESTE CADERNO, OS PROFESSORES, INSPETORES E EQUIPE GESTORA). A RESPONSABILIDADE PELO CADERNO É DE TODOS, ESPECIALMENTE, ALUNOS E PROFESSORES. OS REPRESENTANTES DE SALA TERÃO UMA RESPONSABILIDADE MAIOR, QUANDO NÃO HOUVER PROFESSOR EM SALA. ESTE CADERNO É LEVADO PARA SALA NA 1ª AULA E RETORNA NA ÚLTIMA AULA. O OBJETIVO É PROPORCIONAR REGISTROS DIÁRIOS E POR AULA PARA REALIZAR UM DIAGNÓSTICO MAIS REAL E COMPLETO DO AMBIENTE ESCOLAR, PARA ASSIM DESENVOLVER AÇÕES QUE BUSQUEM MELHORAR AS RELAÇÕES INTERNAS.

8- AÇÃO COLETIVA: (PROJETO MOBILIDADE NA ESCOLA). PROMOVER DEBATES E REFLEXÕES SOBRE A MOVIMENTAÇÃO DOS ALUNOS DENTRO DA ESCOLA (INTERVALOS, TROCA DE AULAS, ENTRADA E SAÍDA DOS ALUNOS). RELACIONAR COM AS REGRAS E NORMAS DE TRÂNSITO NA CIDADE E NOS ESTADOS.

9- AÇÃO COLETIVA: (PROJETO DESAFIO. SEMANAS DE DESAFIO PARA QUE AS SALAS SE EMPENHEM A PRATICAR DUAS OU TRÊS REGRAS DO REGIMENTO). AS SALAS SERÃO AVALIADAS PELOS PROFESSORES, INSPETORES, AUXILIARES DE DIREÇÃO E PELOS PRÓPRIOS ALUNOS ATRAVÉS DE AUTOAVALIAÇÃO. DURANTE ESTE PROCESSO OS PONTOS DA AVALIAÇÃO IRÃO SE ACUMULANDO, ASSIM COMO AS REGRAS A SEREM PRATICADAS (EM AULA ESPECÍFICA OS ALUNOS FARÃO AUTOREFLEXÃO SOBRE A CONDUTA DA SALA NO DECORRER DAS SEMANAS). OBJETIVO: ESTIMULAR A CONSCIENTIZAÇÃO EM RELAÇÃO ÀS NORMAS DE CONVIVÊNCIA, BEM COMO OS RESULTADOS DESTA PRÁTICA NO COTIDIANO ESCOLAR, OU SEJA, MELHORIA NO RELACIONAMENTO ALUNO-PROFESSOR, ALUNO-FUNCIONÁRIOS E ENTRE OS PRÓPRIOS ALUNOS.

Trânsito na escola.


TRÂNSITO – TRANSITAR - TRANSITANDO

Trânsito de carros!
Trânsito de bicicletas!
Trânsito de aviões!
Trânsito de helicópteros!
Trânsito de animais!
Trânsito de pessoas!
É possível se movimentar de forma tranquila sem incomodar o próximo?
É possível se movimentar sem invadir o espaço do outro, sem provocar acidentes?
É possível se movimentar em paz no trânsito?
Como está o trânsito dentro da sua escola?
- Será que as pessoas respeitam as regras e normas da mobilidade!
É fácil transitar dentro da sua escola?
Há situações de riscos, perigo de alguém se machucar, sofrer um acidente, fraturar o braço, bater com a cabeça numa quina de concreto?...
Pense em quais pontos da sua escola as pessoas podem ou não correr!...
Será que na sua escola há necessidade de monitores de trânsito, placas de sinalização, debates, palestras, conscientização para que respeitem mais o trânsito de pessoas?...
No Brasil, de acordo com os dados estatísticos, a segunda maior causa de morte de jovens, é acidente de trânsito. A primeira é homicídio (assassinato). Ainda de acordo com as estatísticas a cada ano no Brasil, morrem em média, 33 mil pessoas vítimas de acidentes de trânsito. Cerca de 400 mil ficam feridas ou inválidas.
• 75% dos acidentes são causados por falhas humanas.
• 12% são causados por falhas mecânicas.
• 6% são causados por más condições das vias.
Será que a escola pode contribuir para amenizar esses dados? Será que você também pode contribuir?...
Prof. Ronaldo José da Silva/Geografia