sexta-feira, 15 de março de 2013


                                          VÍCIO NA ESCOLA
     Gostaria de começar este texto parabenizando a galera que mesmo diante da dependência química, ou seja, o vício em algum tipo de droga lícita ou ilícita, esta na escola tentando completar seus estudos e evoluir na vida, apesar das dificuldades impostas pelo seu organismo fragilizado, em que a mente se torna escrava da dependência; e por causa disto sofrem discriminação e preconceito.
     Os especialistas da área de saúde que tratam desta questão levantam a grande dificuldade que os dependentes químicos em grau avançado possuem para se socializarem com pessoas que estejam fora de seu grupo de interesse, restringindo seus relacionamentos com aqueles que estão diretamente ou indiretamente envolvidos com as drogas. Ao se sentirem discriminados pelas pessoas ao seu redor, muitos dependentes se tornam agressivos e tomam atitudes que extrapolam os limites e as regras de convivência. Situação que ao longo do tempo vai se tornando insuportável, gerando desentendimentos, brigas e separações. A percepção de socialização vai perdendo sentido, ficando cada vez mais distante do mundo real.
     Se de um lado têm jovens querendo estudar, mas com dificuldades de convívio por causa de sua dependência; de outro, tem pessoas que também tem os mesmos propósitos (estudar), mas que não são obrigadas a aceitar atitudes que estão fora do contexto social ou na ilegalidade.
     Num espaço público como a escola que pertence à comunidade e não à Direção e aos professores, onde as regras e normas de convivência são claras, não dá para aceitar que um grupo menor imponha seus interesses particulares, como por exemplo, comercializar drogas,  consumir drogas no banheiro ou nos cantos e corredores da escola. Diante desta situação a melhor alternativa no primeiro momento é buscar o diálogo e a conscientização. Em último dos casos se não houver a colaboração e compreensão e as regras do bom convívio estiverem sendo quebradas a separação será inevitável e a Lei deverá ser cumprida, com prejuízo para todos.
      Em minha opinião o diálogo, a paciência, a compreensão e a conscientização são os melhores caminhos.
     Todos estão no mesmo “barco”, uns querendo trabalhar, outros querendo estudar e outros tentando estudar e se integrar, mas carregando nas costas um peso muito grande que é a dependência química. Precisamos vencer esse desafio, precisamos nos unir e buscar a melhor solução, afinal de contas para que temos nossa inteligência e criatividade.
     Estou pronto para cooperar e você???...
                                                                        Professor Ronaldo José

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