domingo, 13 de fevereiro de 2011

Em busca do 1º emprego.

Estudantes batem perna pela cidade para conseguir prática profissional em empregos temporários de final de ano.
Buscar o primeiro emprego em pleno período de férias pode parecer um contrasenso. Mas é justamente nessa época que muitos jovens aproveitam a folga das aulas para redigir seu primeiro currículo e sair em busca de um emprego temporário.
Esse já famoso “bico de final de ano” serve como primeira experiência profissional e também rende os fundos necessários para cursos, passeios, viagens, roupas, baladas e afins. (...)
Juliana Gomes, 16 anos, rodava no saguão do shopping Pátio Higienópolis sem saber ao certo onde ir. “Sei que em loja de senhora não rola. Acho que vou deixar meu currículo em lojas de brinquedo e de roupa de criança”, disse Juliana.
“Acho que gente como eu, menor de idade e sem experiência, eles só pegam em último caso”, conclui. Juliana não está totalmente enganada. A maior parte das oportunidades de emprego temporário – e não todas elas – pede que os candidatos tenham 18 anos ou mais.
De acordo com as leis de trabalho e com o (ECA) Estatuto da Criança e do Adolescente, a idade mínima para a admissão ao trabalho é de 14 anos (aprendiz), e os jovens de 16 e 17anos só podem trabalhar com algumas restrições. Entre elas está discriminado que esse jovem não pode trabalhar no período da noite nem fazer horta extra. Dois fatores muito comuns nos empregos de lojas de shopping, que ainda estendem o período de trabalho aos sábados e domingos. “Esses são alguns dos obstáculos legais que atrapalham o desempenho do jovem no comércio, já que aí é exigida uma disponibilidade maior”, confirma o Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário, Edson Belini.

Folha de São Paulo, 20/11/2000.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Qual é a função da escola?


Ao analisar com olhos mais críticos o comportamento de muitos estudantes no espaço escolar nos últimos anos, perceberemos que, por diversos fatores, a escola não está sendo mais encarada como um espaço de aprendizagem, de construção do conhecimento. Para grande parte de nossos alunos, a escola se tornou, acima de tudo, o espaço de lazer, brincadeiras, da paquera, dos encontros. Este fato ou constatação muitas vezes é reforçado pela própria escola. Sem falar, nos meios de comunicação (filmes, novelas, seriados, etc.) que exploram muito mais o entretenimento e as relações pessoais, passando uma imagem irreal da escola. “Aprender de forma lúdica, requer planejamento, estratégias e objetivos. Não é só brincar por brincar”.
Não podemos permitir que a escola se transforme em área de lazer, na concepção do aluno. Não é essa a função da escola. Os momentos de recreação desenvolvidos na escola devem estar num contexto educacional, onde haja propostas e objetivos claros, com regras e normas definidas. É fundamental que os estudantes estejam bem esclarecidos da razão de ser dos momentos recreativos, inclusive nos seus intervalos.
Brincar por brincar no ambiente escolar, acaba confundindo a mente dos estudantes em relação à real função da escola, prejudicando todo o processo de desenvolvimento da aprendizagem.
Essa preocupação deve ser levada em consideração desde o primeiro ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio. Desfazer essa mentalidade que vem dominando o mundo escolar é nosso desafio.
A escola veio assumindo com o passar dos anos diversas responsabilidades ou funções que comprometeram a sua identidade. A escola e seus educadores precisam evoluir, mas não podem perder a identidade. Qual é nossa verdadeira função?
- Nem assistencialismo, nem autoritarismo. Promover o espaço de construção do saber em suas múltiplas formas.
Prof. Ronal do José da Silva/Geografia

Projeto Formatura na Escola (Sumie)



Projeto Comunicação Jornalistica


Reflexões sobre 2010.




Apesar de ter sido um ano muito agitado, com muitos feriados, a Copa do Mundo de Futebol e as eleições para o Executivo e Legislativo dos Governos Federal e Estadual, foi possível desenvolver junto com meus alunos e colegas educadores alguns projetos interessantes. Na EMEF JK no decorrer do ano trabalhamos o Projeto Comunicação Jornalística, no qual trabalhamos o Jornalismo em três esferas: Impresso (jornais e revistas), o Radiojornalismo e os Telejornais. Trabalhamos teoria e prática, onde todos os alunos tiveram a oportunidade de interagir, participar, criar.
Relacionando ainda com o Projeto Comunicação Jornalística, trabalhamos o Projeto Administração Pública, fazendo a relação entre a importância das eleições no país e o atendimento à população, refletindo sobre os cargos mais importantes e suas conseqüências para o desenvolvimento do país. Quem faz as leis? Por que pagamos impostos? Por que o voto é importante? O Brasil é um país democrático? Sempre houve democracia no Brasil? O que é democracia? O que é democracia participativa? O que é democracia representativa? Quem pode ser candidato às eleições no país? Partidos de direita e de esquerda – o que é isto?
Ainda na EMEF JK, fechamos o Projeto Organização estudantil, com as eleições do Grêmio Estudantil 2010/2011. A participação dos alunos foi muito interessante, com grande número de candidatos inscritos. A campanha eleitoral ocorreu dentro dos combinados, terminando com a eleição dos treze alunos mais votados. Uma lição de democracia.
Na outra escola onde leciono, EE Sumie Iwata, também trabalhei o Projeto Administração Pública, fazendo relações com os meios de comunicação. Consegui também dar inicio a um outro Projeto: O IBGE e o povo brasileiro. Com os dados mais atualizados de acordo com o último censo pretendo dar continuidade neste ano. Para finalizar o ano de 2010 na Escola Sumie, coordenei o Projeto Formatura na Escola, onde realizamos a Colação de Grau e Formatura dos alunos dos 3ºs anos da EJA e do Regular.