
sábado, 23 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Propostas: Convívio Escolar para o Fund. I
Proposta de atividade do 1º ao 5º ano
Para que a escola se transforme em um espaço democrático e cooperativo, pautado por relações éticas, é preciso criar situações e vivências que favoreçam a participação, o respeito à diversidade dos indivíduos e dos grupos. Assim, é importante trabalhar a ética a partir de situações concretas do cotidiano escolar, das relações que os professores, funcionários, coordenadores pedagógicos e diretores têm a oportunidade de compartilhar com os educandos.
Existem diversas situações do cotidiano escolar e comunitário em que nos colocamos as questões de “Como agir na relação com os outros? Agir buscando o quê? Fazer o bem ou o mal?” Enfim, isso é ético ou antiético? O debate destas situações pode criar bons momentos de atividade com os alunos. Mas o professor também pode e deve criar atividades para introduzir o debate de questões específicas. É esse o sentido das atividades aqui propostas.
A preocupação com a ética deve ter lugar central nas propostas educativas escolares se a escola quiser cumprir seu papel fundamental: a formação integral do cidadão. Evidentemente, essa formação se dá nas relações sociais que se estabelecem na escola entre alunos, alunos e educadores, funcionários e comunidade. Por isso, esse convívio social na escola precisa ser alvo de reflexão pela equipe escolar para que haja clareza quanto ao que se pretende ensinar.
Como a questão da ética não se resume ao discurso que podemos fazer sobre ela, a melhor forma de preparar nossos alunos para compreenderem os princípios éticos que devem regular o convívio escolar nas mais diversas situações (e na sociedade em geral) é fazer com que eles sejam vividos cotidianamente. Ou seja, é na prática, por meio do exemplo, da convivência e pela reflexão em situações reais que os alunos podem desenvolver atitudes coerentes com os valores humanos que queremos ensinar.
Desse modo, o convívio escolar é o conteúdo fundamental da formação ética dos alunos. “E, ao mesmo tempo, é o instrumento mais poderoso que a escola tem para cumprir sua tarefa educativa nesse aspecto” (Pg13).
Valores como respeito, justiça e solidariedade podem ser desenvolvidos pelo tratamento que a escola tem em relação a diferenças, potencialidades e dificuldades de seus alunos. Essa preocupação deve existir no trabalho em todos os níveis de ensino. No caso de 1ª a 4ª série, é possível trabalhar, por exemplo, com:
- acolhimento da 1ª série com atividades especiais de adaptação ao novo espaço;
envolvimento da 4ª série na recepção dos menores, seja com a 1ª ou a 2ª série;
apresentação dos diferentes profissionais que trabalham na escola e suas funções para as séries iniciais;
- entrevistas com funcionários e professores, coordenadores para conhecerem melhor as pessoas que trabalham na escola;
- elaboração de álbum de fotografia da classe que pode ser feito ao longo do ano em um caderno de desenho, mês a mês, ou em momentos significativos do trabalho escolar ou a partir de pequenas fotos, desenhos ou recortes de revistas que os alunos trazem/fazem de si próprios. Os álbuns podem ser decorados e complementados com textos escritos pelos alunos;
- estabelecimento de regras de convivência simples e em pequeno número para sala de aula;
- estabelecer um horário diário ou semanal – roda da conversa – para dialogar com os alunos sobre as situações vividas na escola, seus problemas e dificuldades de vida/relacionamentos;
- combinar atitudes em relação a situações do dia-a-dia em que haja coerência e respeito de todos;
- eleger representantes de classe depois de discutidos o significado da representação, o que esse representante deve fazer, que atitudes se espera dele, que problemas ele pode enfrentar, que regras ele deve seguir.
- O importante dessas atividades é mostrar ao aluno, de forma concreta e prática que o acolhimento, a solidariedade e o clima agradável que devem reinar na sala de aula e na escola fazem parte da ética de viver e conviver. Isso pode ser pontuado em um bate papo para que essa relação fique clara para todos.
Produção e Edição: Equipe EducaRede
Para que a escola se transforme em um espaço democrático e cooperativo, pautado por relações éticas, é preciso criar situações e vivências que favoreçam a participação, o respeito à diversidade dos indivíduos e dos grupos. Assim, é importante trabalhar a ética a partir de situações concretas do cotidiano escolar, das relações que os professores, funcionários, coordenadores pedagógicos e diretores têm a oportunidade de compartilhar com os educandos.
Existem diversas situações do cotidiano escolar e comunitário em que nos colocamos as questões de “Como agir na relação com os outros? Agir buscando o quê? Fazer o bem ou o mal?” Enfim, isso é ético ou antiético? O debate destas situações pode criar bons momentos de atividade com os alunos. Mas o professor também pode e deve criar atividades para introduzir o debate de questões específicas. É esse o sentido das atividades aqui propostas.
A preocupação com a ética deve ter lugar central nas propostas educativas escolares se a escola quiser cumprir seu papel fundamental: a formação integral do cidadão. Evidentemente, essa formação se dá nas relações sociais que se estabelecem na escola entre alunos, alunos e educadores, funcionários e comunidade. Por isso, esse convívio social na escola precisa ser alvo de reflexão pela equipe escolar para que haja clareza quanto ao que se pretende ensinar.
Como a questão da ética não se resume ao discurso que podemos fazer sobre ela, a melhor forma de preparar nossos alunos para compreenderem os princípios éticos que devem regular o convívio escolar nas mais diversas situações (e na sociedade em geral) é fazer com que eles sejam vividos cotidianamente. Ou seja, é na prática, por meio do exemplo, da convivência e pela reflexão em situações reais que os alunos podem desenvolver atitudes coerentes com os valores humanos que queremos ensinar.
Desse modo, o convívio escolar é o conteúdo fundamental da formação ética dos alunos. “E, ao mesmo tempo, é o instrumento mais poderoso que a escola tem para cumprir sua tarefa educativa nesse aspecto” (Pg13).
Valores como respeito, justiça e solidariedade podem ser desenvolvidos pelo tratamento que a escola tem em relação a diferenças, potencialidades e dificuldades de seus alunos. Essa preocupação deve existir no trabalho em todos os níveis de ensino. No caso de 1ª a 4ª série, é possível trabalhar, por exemplo, com:
- acolhimento da 1ª série com atividades especiais de adaptação ao novo espaço;
envolvimento da 4ª série na recepção dos menores, seja com a 1ª ou a 2ª série;
apresentação dos diferentes profissionais que trabalham na escola e suas funções para as séries iniciais;
- entrevistas com funcionários e professores, coordenadores para conhecerem melhor as pessoas que trabalham na escola;
- elaboração de álbum de fotografia da classe que pode ser feito ao longo do ano em um caderno de desenho, mês a mês, ou em momentos significativos do trabalho escolar ou a partir de pequenas fotos, desenhos ou recortes de revistas que os alunos trazem/fazem de si próprios. Os álbuns podem ser decorados e complementados com textos escritos pelos alunos;
- estabelecimento de regras de convivência simples e em pequeno número para sala de aula;
- estabelecer um horário diário ou semanal – roda da conversa – para dialogar com os alunos sobre as situações vividas na escola, seus problemas e dificuldades de vida/relacionamentos;
- combinar atitudes em relação a situações do dia-a-dia em que haja coerência e respeito de todos;
- eleger representantes de classe depois de discutidos o significado da representação, o que esse representante deve fazer, que atitudes se espera dele, que problemas ele pode enfrentar, que regras ele deve seguir.
- O importante dessas atividades é mostrar ao aluno, de forma concreta e prática que o acolhimento, a solidariedade e o clima agradável que devem reinar na sala de aula e na escola fazem parte da ética de viver e conviver. Isso pode ser pontuado em um bate papo para que essa relação fique clara para todos.
Produção e Edição: Equipe EducaRede
terça-feira, 12 de julho de 2011
PROJETO DISCIPLINAR JK
“Escola Ensina - Família Educa”.
Objetivo: Desenvolver um conjunto de ações visando a melhoria das relações no ambiente escolar. Quanto melhor for a relação no convívio escolar, maiores serão as possibilidades da construção do conhecimento, elaboração e práticas pedagógicas, onde o educando e a comunidade serão os maiores beneficiados.
Como está sendo construído o Projeto Disciplinar?
1- Elaboração do Regimento Interno Disciplinar, construído pelos alunos representantes de sala (Alunos eleitos democraticamente pelos seus pares).
2-Reuniões bimestrais entre educadores e responsáveis pelos alunos, envolvendo todas as salas.
3- Reuniões disciplinares. Ocorrem quando a equipe escolar achar necessário. Envolve alunos com graves problemas disciplinares, seus responsáveis, o grupo de professores e equipe gestora.
4- Assembléias gerais com os alunos representantes de sala para refletir, diagnosticar, reivindicar e propor projetos que visem a melhoria da escola.
5- Reuniões específicas durante a JEIF para debater sobre o Projeto Disciplinar.
AÇÕES
6- AÇÃO COLETIVA: CAMPANHA PARA QUE TODOS NA ESCOLA CONHEÇAM AS REGRAS E NORMAS PRODUZIDAS PELOS REPRESENTANTES DE SALA. (INFORMATIVO NAS SALAS E NOS CORREDORES – SALAS DA EQUIPE GESTORA – SECRETARIA. - TRABALHO DOS PROFESSORES EM SALA DESTACANDO O REGIMENTO DISCIPLINAR, BEM COMO O PROJETO “ESCOLA ENSINA – FAMILIA EDUCA”, LEVAR AOS ALUNOS OS TEMAS DEBATIDOS COM OS PAIS EM REUNIÃO.
7- AÇÃO COLETIVA: CADERNOS RELATÓRIOS POR CLASSE (SÓ FAZEM ANOTAÇÕES NESTE CADERNO, OS PROFESSORES, INSPETORES E EQUIPE GESTORA). A RESPONSABILIDADE PELO CADERNO É DE TODOS, ESPECIALMENTE, ALUNOS E PROFESSORES. OS REPRESENTANTES DE SALA TERÃO UMA RESPONSABILIDADE MAIOR, QUANDO NÃO HOUVER PROFESSOR EM SALA. ESTE CADERNO É LEVADO PARA SALA NA 1ª AULA E RETORNA NA ÚLTIMA AULA. O OBJETIVO É PROPORCIONAR REGISTROS DIÁRIOS E POR AULA PARA REALIZAR UM DIAGNÓSTICO MAIS REAL E COMPLETO DO AMBIENTE ESCOLAR, PARA ASSIM DESENVOLVER AÇÕES QUE BUSQUEM MELHORAR AS RELAÇÕES INTERNAS.
8- AÇÃO COLETIVA: (PROJETO MOBILIDADE NA ESCOLA). PROMOVER DEBATES E REFLEXÕES SOBRE A MOVIMENTAÇÃO DOS ALUNOS DENTRO DA ESCOLA (INTERVALOS, TROCA DE AULAS, ENTRADA E SAÍDA DOS ALUNOS). RELACIONAR COM AS REGRAS E NORMAS DE TRÂNSITO NA CIDADE E NOS ESTADOS.
9- AÇÃO COLETIVA: (PROJETO DESAFIO. SEMANAS DE DESAFIO PARA QUE AS SALAS SE EMPENHEM A PRATICAR DUAS OU TRÊS REGRAS DO REGIMENTO). AS SALAS SERÃO AVALIADAS PELOS PROFESSORES, INSPETORES, AUXILIARES DE DIREÇÃO E PELOS PRÓPRIOS ALUNOS ATRAVÉS DE AUTOAVALIAÇÃO. DURANTE ESTE PROCESSO OS PONTOS DA AVALIAÇÃO IRÃO SE ACUMULANDO, ASSIM COMO AS REGRAS A SEREM PRATICADAS (EM AULA ESPECÍFICA OS ALUNOS FARÃO AUTOREFLEXÃO SOBRE A CONDUTA DA SALA NO DECORRER DAS SEMANAS). OBJETIVO: ESTIMULAR A CONSCIENTIZAÇÃO EM RELAÇÃO ÀS NORMAS DE CONVIVÊNCIA, BEM COMO OS RESULTADOS DESTA PRÁTICA NO COTIDIANO ESCOLAR, OU SEJA, MELHORIA NO RELACIONAMENTO ALUNO-PROFESSOR, ALUNO-FUNCIONÁRIOS E ENTRE OS PRÓPRIOS ALUNOS.
Objetivo: Desenvolver um conjunto de ações visando a melhoria das relações no ambiente escolar. Quanto melhor for a relação no convívio escolar, maiores serão as possibilidades da construção do conhecimento, elaboração e práticas pedagógicas, onde o educando e a comunidade serão os maiores beneficiados.
Como está sendo construído o Projeto Disciplinar?
1- Elaboração do Regimento Interno Disciplinar, construído pelos alunos representantes de sala (Alunos eleitos democraticamente pelos seus pares).
2-Reuniões bimestrais entre educadores e responsáveis pelos alunos, envolvendo todas as salas.
3- Reuniões disciplinares. Ocorrem quando a equipe escolar achar necessário. Envolve alunos com graves problemas disciplinares, seus responsáveis, o grupo de professores e equipe gestora.
4- Assembléias gerais com os alunos representantes de sala para refletir, diagnosticar, reivindicar e propor projetos que visem a melhoria da escola.
5- Reuniões específicas durante a JEIF para debater sobre o Projeto Disciplinar.
AÇÕES
6- AÇÃO COLETIVA: CAMPANHA PARA QUE TODOS NA ESCOLA CONHEÇAM AS REGRAS E NORMAS PRODUZIDAS PELOS REPRESENTANTES DE SALA. (INFORMATIVO NAS SALAS E NOS CORREDORES – SALAS DA EQUIPE GESTORA – SECRETARIA. - TRABALHO DOS PROFESSORES EM SALA DESTACANDO O REGIMENTO DISCIPLINAR, BEM COMO O PROJETO “ESCOLA ENSINA – FAMILIA EDUCA”, LEVAR AOS ALUNOS OS TEMAS DEBATIDOS COM OS PAIS EM REUNIÃO.
7- AÇÃO COLETIVA: CADERNOS RELATÓRIOS POR CLASSE (SÓ FAZEM ANOTAÇÕES NESTE CADERNO, OS PROFESSORES, INSPETORES E EQUIPE GESTORA). A RESPONSABILIDADE PELO CADERNO É DE TODOS, ESPECIALMENTE, ALUNOS E PROFESSORES. OS REPRESENTANTES DE SALA TERÃO UMA RESPONSABILIDADE MAIOR, QUANDO NÃO HOUVER PROFESSOR EM SALA. ESTE CADERNO É LEVADO PARA SALA NA 1ª AULA E RETORNA NA ÚLTIMA AULA. O OBJETIVO É PROPORCIONAR REGISTROS DIÁRIOS E POR AULA PARA REALIZAR UM DIAGNÓSTICO MAIS REAL E COMPLETO DO AMBIENTE ESCOLAR, PARA ASSIM DESENVOLVER AÇÕES QUE BUSQUEM MELHORAR AS RELAÇÕES INTERNAS.
8- AÇÃO COLETIVA: (PROJETO MOBILIDADE NA ESCOLA). PROMOVER DEBATES E REFLEXÕES SOBRE A MOVIMENTAÇÃO DOS ALUNOS DENTRO DA ESCOLA (INTERVALOS, TROCA DE AULAS, ENTRADA E SAÍDA DOS ALUNOS). RELACIONAR COM AS REGRAS E NORMAS DE TRÂNSITO NA CIDADE E NOS ESTADOS.
9- AÇÃO COLETIVA: (PROJETO DESAFIO. SEMANAS DE DESAFIO PARA QUE AS SALAS SE EMPENHEM A PRATICAR DUAS OU TRÊS REGRAS DO REGIMENTO). AS SALAS SERÃO AVALIADAS PELOS PROFESSORES, INSPETORES, AUXILIARES DE DIREÇÃO E PELOS PRÓPRIOS ALUNOS ATRAVÉS DE AUTOAVALIAÇÃO. DURANTE ESTE PROCESSO OS PONTOS DA AVALIAÇÃO IRÃO SE ACUMULANDO, ASSIM COMO AS REGRAS A SEREM PRATICADAS (EM AULA ESPECÍFICA OS ALUNOS FARÃO AUTOREFLEXÃO SOBRE A CONDUTA DA SALA NO DECORRER DAS SEMANAS). OBJETIVO: ESTIMULAR A CONSCIENTIZAÇÃO EM RELAÇÃO ÀS NORMAS DE CONVIVÊNCIA, BEM COMO OS RESULTADOS DESTA PRÁTICA NO COTIDIANO ESCOLAR, OU SEJA, MELHORIA NO RELACIONAMENTO ALUNO-PROFESSOR, ALUNO-FUNCIONÁRIOS E ENTRE OS PRÓPRIOS ALUNOS.
Trânsito na escola.

TRÂNSITO – TRANSITAR - TRANSITANDO
Trânsito de carros!
Trânsito de bicicletas!
Trânsito de aviões!
Trânsito de helicópteros!
Trânsito de animais!
Trânsito de pessoas!
É possível se movimentar de forma tranquila sem incomodar o próximo?
É possível se movimentar sem invadir o espaço do outro, sem provocar acidentes?
É possível se movimentar em paz no trânsito?
Como está o trânsito dentro da sua escola?
- Será que as pessoas respeitam as regras e normas da mobilidade!
É fácil transitar dentro da sua escola?
Há situações de riscos, perigo de alguém se machucar, sofrer um acidente, fraturar o braço, bater com a cabeça numa quina de concreto?...
Pense em quais pontos da sua escola as pessoas podem ou não correr!...
Será que na sua escola há necessidade de monitores de trânsito, placas de sinalização, debates, palestras, conscientização para que respeitem mais o trânsito de pessoas?...
No Brasil, de acordo com os dados estatísticos, a segunda maior causa de morte de jovens, é acidente de trânsito. A primeira é homicídio (assassinato). Ainda de acordo com as estatísticas a cada ano no Brasil, morrem em média, 33 mil pessoas vítimas de acidentes de trânsito. Cerca de 400 mil ficam feridas ou inválidas.
• 75% dos acidentes são causados por falhas humanas.
• 12% são causados por falhas mecânicas.
• 6% são causados por más condições das vias.
Será que a escola pode contribuir para amenizar esses dados? Será que você também pode contribuir?...
Prof. Ronaldo José da Silva/Geografia
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Convívio escolar - debater e refletir para construir.
Quando me perguntaram em um dos encontros do Convívio Escolar, organizado pela área da Educação da Prefeitura de São Paulo como eu via o problema da indisciplina e da agressividade no ambiente escolar. Não tive dúvidas ao responder. Dois fatores são fundamentais para que a “violência” seja combatida no ambiente escolar: Primeiro a visão e prática da equipe gestora. A equipe gestora não pode atuar apenas como “bombeiro”, ou seja, ficar apagando os focos de incêndios que ocorrem na escola, sem ter uma visão mais abrangente das causas que promovem esses incêndios. Nem todos os gestores conseguem entender que a indisciplina ou a violência é resultado de um conjunto de fatores. Portanto, para resolver ou diminuir esses problemas é necessário um conjunto de ações. Posso citar alguns exemplos de causas que promovem ou aumentam a violência dentro e fora da sala: - o momento da entrada dos alunos mal organizado; a correria e gritaria pelos espaços internos da escola durante a troca de aula; durante os intervalos; na hora da saída ou em outros diversos momentos.
O segundo fator que é fundamental para combater a “violência” no ambiente escolar está relacionado à necessidade da equipe escolar trabalhar com projetos coletivos. Há muito tempo se fala neste assunto, mas ainda são poucas as escolas que realmente colocam projetos coletivos em prática e que, esses se tornem parte do cotidiano escolar. Posso citar como exemplo o Projeto Disciplinar. Quais são as escolas que realmente tem um, construído de forma democrática, ouvindo os diversos segmentos e que toda a comunidade escolar o conheça de fato? Um Projeto que traga um conjunto de ações bem definidas e debatidas, que se inicie na primeira semana do 1º bimestre e se prolongue no decorrer do ano, com reflexões e debates. Que não fique apenas no papel e tenha apenas ações punitivas.
Estou fazendo uma defesa do trabalho com “Projetos”, porque faz parte do meu cotidiano escolar. Há mais de dez anos tenho essa prática e os resultados são muito mais significativos, tanto para o professor quanto para os alunos. Aos poucos fui abandonando a prática conteudista e inserindo os projetos. Você pode trabalhar os diversos temas e conteúdos na forma de projetos. Precisa definir qual objetivo pretende alcançar, definir como será o início e o fim do Projeto e as estratégias e recursos que serão utilizados. O aluno precisa ter ciência de tudo isto, para se envolver e se organizar. Não é fácil, porque exige muito mais do professor. Mas com o tempo e a prática vamos percebendo que vale a pena.
Os Projetos podem ser trabalhados dentro da sua disciplina, por áreas afins ou coletivos que envolva toda a comunidade escolar.
Ronaldo José da Silva/Professor de Geografia
da Rede Municipal de São Paulo e do Estado.
sábado, 2 de julho de 2011
Projeto "Escola Ensina Família Educa"
EMEF PRES. JUSCELINO K. DE OLIVEIRA
Projeto: “Escola ensina – Família educa”.
Relato: Diante da verificação do aumento da indisciplina e violência no ambiente escolar, em Reunião Pedagógica decidimos desenvolver um Projeto voltado para o Convívio Escolar. O Projeto “Escola ensina – Família educa” nasceu desta necessidade. O objetivo foi promover debates e reflexões sobre a realidade escolar, abordando aspectos positivos e negativos, ouvindo todos os segmentos, para que fossem desenvolvidas ações coletivas com a finalidade de construir um ambiente mais preparado e organizado para enfrentar os desafios que o mundo escolar e a sociedade nos apresentam. O título é uma provocação, pois sabemos que tanto a escola como a família ensinam e educam. O Projeto propõe um diálogo constante entre escola e família no sentido de refletir sobre as responsabilidades e limites de ambos no desenvolvimento do educando.
1- No primeiro momento verificamos quais ações já havia na escola com resultados positivos:
-Organização estudantil (Representantes de sala e Grêmio Estudantil);
-Regimento Disciplinar produzidos pelos próprios alunos;
-Projeto dos professores de módulo com temas voltados para a cidadania e ética;
-Reuniões bimestrais entre pais e mestres e Reuniões específicas envolvendo o grupo de alunos com problemas disciplinares, seus responsáveis e o grupo de professores.
2- Diagnóstico: Para tornar o Projeto transparente, democrático e participativo, procuramos ouvir todos os segmentos da escola (professores, alunos, funcionários, pais, equipe gestora). Com isto obtivemos um diagnóstico geral dos pontos positivos e negativos da escola. Produzimos então um mapeamento dos problemas da escola e ouvimos as propostas desses segmentos.
3- AÇÕES COLETIVAS:
- Campanha para que todos os segmentos da escola conheçam o Regimento Disciplinar produzido pelos alunos representantes de sala . Foram colocados cartazes nas diversas dependências da escola, além das salas de aula. Foi debatido com os pais em reuniões.
- Cadernos Relatórios. Com o objetivo de produzirmos registros diários e por aula, foi produzido para cada sala um caderno diário. A responsabilidade por este caderno é de todos, mas principalmente dos alunos representantes de sala e dos professores. O caderno é levado pelo professor na primeira aula e retorna na última aula. Só fazem anotações no caderno o professor, os inspetores ou equipe gestora. Este caderno fica a disposição dos responsáveis quando vem à escola obter informações sobre seus filhos. É apresentado nas reuniões de pais para que os responsáveis assinem e tomem ciência do comportamento do aluno.
- DESAFIOS. As salas são avaliadas e recebem pontuação de acordo com os itens do Regimento Disciplinar. (Quem avalia e pontua são os professores, inspetores, equipe gestora e os próprios alunos através de auto-avaliação). O resultado do Desafio vira uma média estatística da sala. Esse resultado serve para reflexão dos alunos e dos educadores e para orientar a equipe escolar em ações que possam ser desenvolvidas para a melhoria do comportamento e do rendimento dos alunos.
- Campanha “Aonde posso correr na escola?” Com o objetivo de conscientizar os alunos sobre os perigos de correr em locais inadequados dentro da escola, foram desenvolvidos cartazes e placas de sinalização, textos para serem debatidos. Os alunos do Grêmio visitam as salas falando sobre a Campanha e anotando relatos dos alunos.
· Assembléias gerais com os alunos representantes de sala para refletir, diagnosticar, reivindicar e propor projetos que visem a melhoria da escola.
· Reuniões específicas durante a JEIF para debater sobre os problemas disciplinares.
· Foi aprovado coletivamente que os alunos que possuem alto grau de indisciplina e não contribuem para o bom convívio escolar não participarão das excursões e torneios inter-classes realizados durante o ano.
“A escola que tem projetos coletivos contínuos voltados para o convívio escolar, ao longo dos anos terão apenas problemas pontuais relacionados à indisciplina e não generalizados”.
Professor responsável: Ronaldo José
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