quinta-feira, 22 de dezembro de 2011



Formatura 2011 no JK

No dia 14 de dezembro de 2011 ocorreu nas dependências da Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Juscelino K. de Oliveira a Colação de Grau e Formatura dos alunos das oitavas séries. Na minha opinião foi um evento muito emocionante. Os alunos e seus familiares estavam felizes. Se divertiram, choraram de emoção, cantaram, gritaram, dançaram, além de tirarem inúmeras fotos. 
Para participar da formatura cada aluno contribuiu com 20 reais. Teve direito a três convidados, uma mesa e quatro cadeiras, uma boa porção de salgados, um refrigerante de um litro e meio, bolo, o canudo, decoração... Enfim, sobrou 70 reais que foi utilizado para arrumar a caixa de som da escola. 
                               Yanca homenageando a profa. Rose.
                                         http://www.youtube.com/watch?v=hG1bRWs22dw
PROJETO: MOBILIDADE


Fotografando os problemas relacionados a mobilidade em frente a escola. Encaminhamos ao Depto. de SAC da Subprefeitura as solicitações. Algumas já foram atendidas. 


                                                                                          Peça de teatro: "O Ônibus"


Período de implantação: 01 de agosto a 20 de setembro. Obs. A proposta deste projeto é que ele seja contínuo, com diversas ações ocorrendo não apenas neste ano e neste momento.


Recursos humanos: Este projeto contou com a participação de todos na escola, alguns de forma direta, outros de forma indireta. Os alunos das séries das quais trabalhei (7ªs B C D E F e 8ªs A e B) e os alunos do Grêmio Estudantil tiveram participação maior.


Recursos pedagógicos: Textos jornalísticos, Manual de Renovação da Carteira Nacional de Habilitação, Textos extraídos de pesquisas na internet “A mobilidade urbana que queremos”, “A crise da mobilidade urbana em São Paulo”, “Logística – o que é isto?” - Materiais da Campanha da cidade de São Paulo “Dê Preferência à vida. Respeite o Pedestre”.


Recursos materiais: Computadores, máquinas fotográficas e filmadoras digitais, máquina de Xerox.

PROPOSTA

Diversos fatores me levaram a desenvolver este Projeto. As estatísticas da violência, onde a segunda causa de morte de jovens em nosso país é acidente de trânsito. A importância de um olhar mais consciente e crítico do aluno em relação ao movimento ao seu redor, desde a sala de aula, passando pelos corredores da escola, o pátio; chegando até as ruas que circundam a escola. O trajeto da residência do aluno até a escola. Refletir sobre os problemas que dificultam a mobilidade de ciclistas, pessoas com necessidades especiais, pedestres e automóveis, além dos problemas do trânsito na cidade. O objetivo, além de promover reflexões e ampliar a visão do aluno em relação à mobilidade, foi construir uma consciência mais crítica sobre as responsabilidades de cada um, da escola, do cidadão e das demais instituições públicas e privadas. No decorrer do Projeto, diversos textos de apoio foram lidos e debatidos, inclusive as Leis de trânsito, dando destaque para o trabalho com placas de sinalização, direção defensiva e quem pode ser motorista no Brasil. A campanha da Prefeitura de São Paulo “Dê preferência à vida. Respeite o pedestre”, também esteve presente em nosso Projeto, utilizamos os materiais de campanha utilizados na mídia para debater sobre as altas estatísticas de mortes de pedestres na cidade de São Paulo e as responsabilidades de cada um.







AÇÕES

• Aproveitamos a ideia da Campanha da Prefeitura e desenvolvemos nossa Campanha: “Aonde posso correr na escola?”. A proposta foi levada aos demais professores para que os mesmos trabalhassem a Campanha em sala de aula, alguns textos e atividades foram disponibilizados para promover debates e reflexões entre os demais alunos nos dois turnos. Foram desenvolvidos cartazes com placas de sinalização e informações sobre a Campanha.


• Um grupo de alunos representantes de sala e do Grêmio, passaram nas salas promovendo mais conscientização; além do levantamento estatístico dos alunos que já sofreram algum tipo de acidente na escola por causa da correria em locais impróprios.


• Outra ação foi desenvolvida por este mesmo grupo de alunos (Grêmio e representantes de sala), a pesquisa de campo, onde foram tiradas fotos de situações e locais próximos à escola, denunciando a falta de sinalização, buraco na rua, manutenção e reforma de calçadas; o lixo destinado de forma incorreta, entre outros. Após este trabalho de campo foi encaminhado ao setor de SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) as solicitações de melhorias. Algumas dessas solicitações foram atendidas e outras estamos aguardando.


• As 8ªs séries A e B (9º ano) e 7ªs séries B, C, D, E e F também desenvolveram trabalhos de campo, em grupo produziram material escrito, fotos e vídeos relacionados aos problemas da mobilidade na comunidade.
• Peça de teatro desenvolvida pelos alunos: “O ÔNIBUS”. Relata o cotidiano do transporte coletivo e a violência urbana. Ao término da peça há um debate com o público.


RESULTADO: Através dos depoimentos de alunos, inspetores, professores e equipe gestora é possível constatar a melhoria de comportamento dos alunos relacionados à questão da mobilidade na escola. Especificamente com os alunos das salas que trabalhei, após realizações de avaliações e atividades sobre o tema, cerca de 90% dos alunos tiveram notas positivas, demonstrando conhecimentos sobre os assuntos estudados e debatidos.






BIOGRAFIA

Ronaldo José da Silva, 46 anos, professor de Geografia, há vinte e três anos se dedicando ao magistério. Atualmente leciona na rede municipal e estadual de ensino. Durante nove anos realizou um trabalho concomitante com a educação, sendo responsável pelo Jornal do Estudante. Já foi professor voluntário durante três anos no Projeto Educafro. Já trabalhou na rede particular de ensino e em cursinhos preparatórios para o vestibular e vestibulinho.








Atenção da Subprefeitura de Guaianases (Setor do SAC).

Nós, alunos do Grêmio Estudantil JK, viemos por meio deste documento solicitar algumas providências relacionadas à mobilidade e segurança de trânsito em frente à nossa escola. Para isto estamos enviando algumas fotos para constatação.

A EMEF Presidente Juscelino K. de Oliveira está localizada na Rua Jorge Maraccini, esquina com a Rua Professor Demo Ghidelli, onde levantamos os seguintes problemas:

- a necessidade de duas faixas de pedestres na saída da escola;

- pintura da lombada;

- buraco na rua em frente à escola;

- calçadas em más condições;

- recapeamento de parte do asfalto na rua que é utilizada como estacionamento.

Também estamos denunciando os lixos jogados na pequena praça que fica em frente à escola.

Agradecemos desde já a atenção e aguardamos respostas.

GRÊMIO ESTUDANTIL JK

São Paulo, 15 de setembro de 2011

PROJETO FAMÍLIA


PROJETO FAMÍLIA


Objetivo: Promover diversas reflexões sobre o papel da família na sociedade e as relações históricas e transformações pelas quais as famílias vêm passando. Quais são os novos modelos de famílias? Essas mudanças são boas ou ruins?           

                  
              Texto: “Em sua família há harmonia?”
Independente do tipo ou modelo de família: tradicional, pais separados, mãe sem cônjuge, padrasto, madrasta; o mais importante é que haja harmonia. É fundamental no relacionamento familiar que o respeito, o amor e o diálogo estejam sempre presentes.                                              
Toda família tem seus momentos de crise e discussões, mas o respeito deve ser preservado. Quando o desrespeito entre os membros da família se torna comum, fazendo parte do cotidiano, algo precisa ser feito. A ajuda de uma pessoa mais ponderada, talvez parente mais próximo ou profissional especialista, um psicólogo, por exemplo, poderão ajudar . Ou, os próprios envolvidos se conscientizarem, levantarem a bandeira da paz, assumirem seus erros e falhas e tentarem reconstruir um ambiente familiar com mais harmonia.
A falta de respeito entre as pessoas do lar está destruindo muitas famílias, as cicatrizes deixadas pelas brigas, chingamentos, falta de diálogo e carinho podem ser irrecuperáveis.
Quando o ódio e a raiva agem mais do que o bom senso e a razão (inteligência) o resultado será a violência.
                                     Prof. Ronaldo José da Silva


Atividades
1- O autor do texto diz que só o modelo de família tradicional tem chance de ser feliz e viver em harmonia? Justifique.
2- Por que em muitas famílias a violência faz parte do cotidiano? Quais são as conseqüências?
3- Que propostas o autor cita para tentar resolver ou amenizar a relação de violência que se tornou cotidiano em muitas famílias?
OBS.: Fazer pesquisa entre os alunos da sala (Quantos vivem só com a mãe ou com o pai? Quantos tem irmãos com pais ou mães diferentes? Quantos vivem com pais separados? Quantos não moram com os pais biológicos?)


REFLEXÃO:


• “Ainda de acordo com o IBGE o modelo de família tradicional vem diminuindo enquanto os outros modelos de famílias vêm aumentando”.
• Sugestão: Relacionar a urbanização com as mudanças de comportamentos da sociedade.


            Texto: Princípios – valores e os jovens da periferia.
Nas periferias uma grande parcela dos jovens adere ao modismo do mundo do crime, incorporam valores, atitudes e hábitos que se distanciam dos valores defendidos pela escola e pela família. Esta situação provoca uma relação de conflitos (desentendimentos, discussões, brigas, inimizades, separações). Valorizam o que é errado no senso comum ou quem pratica coisas erradas.
É muito comum entre esses jovens valorizar o colega ou a colega que responde ou satiriza professores, como se fosse uma atitude correta. Jovens que cometem infrações graves e tiveram que ser internados em Fundações, quando saem desses estabelecimentos são exaltados pelos colegas, como se fosse algo positivo, uma promoção. Valores reproduzidos pelo mundo do crime. Ao invés da internação funcionar como uma medida de reflexão, arrependimento e mudança de comportamento, ocorre muitas vezes o contrário.
Supervalorizam atitudes do mundo crime, falam de acordo com suas gírias, palavrões; desvalorizando aqueles que têm boas condutas (estudam, tem boa educação, respeitam pais, professores, falam corretamente, tem bons hábitos). Nos últimos anos estamos observando um grande número de músicas produzidas com os mesmos objetivos: fazer apologia ao crime, estimular a violência, desvalorizando a mulher, reduzindo-a como objeto sexual; fazendo autopropaganda do uso de drogas, entre outros. Músicas que são incorporadas ao cotidiano e cultura de muitos jovens, principalmente da periferia.
Não poderia deixar de citar o papel de uma parcela da mídia (rádio, TV, internet) que muitas vezes reproduzem essa cultura através de suas programações. Podemos citar o programa “Pânico na TV”, um dos mais assistidos pelos jovens, onde ridicularizar ou menosprezar o outro é um de seus principais atrativos; também exploram de forma negativa a exposição da mulher (desprovidas de inteligência, onde o importante é apenas expor a sexualidade).
Enfim, quais são as conseqüências deste contexto cultural negativo no desenvolvimento de nossos jovens?
- Tornam-se pessoas egoístas, insensíveis, não se preocupam com o próximo, desvalorizar ou ridicularizar é mais legal do que elogiar ou reconhecer as boas qualidades do outro.
- Descaso para com os estudos; para que estudar, se para traficar ou roubar não exigem estudos; ou, meus pais me dão o que preciso (comodismo).
- Uma visão e prática que não constroem, não ajudam no desenvolvimento e preparação para o futuro. O errado é certo e o certo é errado. Inversão de valores. Ouvir os conselhos dos mais velhos para quê, se eu e meus amigos temos as mesmas opiniões!...
O que está faltando nas famílias e na sociedade para mudar este contexto? Para que esses jovens percebam que essas atitudes não contribuem para a vida, pelo contrário, trazem mais violência!...


Prof. Ronaldo José da Silva








FILME: O Contador de histórias (Nacional)


Este filme proporciona ao educador levantar vários questionamentos em relação ao papel da
família, da sociedade e do governo quanto a responsabilidade no desenvolvimento de nossos jovens.


O Contador de histórias.
Algumas histórias nascem para nos ensinar como realmente devemos viver.
O contador de histórias relata a trajetória de Roberto Carlos Ramos, um menino cheio de imaginação que, nos anos 70, é deixado pela mãe em uma entidade assistencial recém criada pelo governo. Aos treze anos, após incontáveis fugas, ele é classificado como “irrecuperável” nas palavras da diretora da entidade. Contudo, para a pedagoga Francesa Margherit
Duvas (Maria de Medeiros), que vem ao Brasil para o desenvolvimento de uma pesquisa , Roberto representa um desafio.
Determinada a fazer do menino o objeto de seu estudo, ela tenta se aproximar dele. O que surge entre os dois é uma relação de amizade e ternura, que porá em xeque a descrença de Roberto em seu futuro e desafiará Margherit a manter suas convicções.

domingo, 21 de agosto de 2011

Crise da mobilidade urbana em São Paulo

A raiz da crise passa pela disfunção que representa o divórcio entre as políticas de uso do solo, transporte e trânsito. Mesmo que não estejam escritas ou explícitas, elas acabam sendo a sucessão de ações e omissões que a máquina pública permite. Um plano diretor contendo uma política de uso e ocupação do solo pode ajudar muito na racionalização das necessidades de deslocamentos. Sabe-se até pela simples observação visual que a habitação cresce em direção do extremo leste da cidade e o trabalho avança no quadrante sudoeste. O resultado? Mais viagens, maiores distâncias percorridas e, portanto, mais congestionamentos. A verticalização da "cidade legal" tem ignorado o impacto no déficit de áreas de estacionamento e, como conseqüência, em São Paulo é praticada uma das tarifas mais altas do planeta.
Num período de cinco anos (entre 1992 e 1997), a média de quilômetros de congestionamento medidos pela CET no sistema viário principal da cidade passou de 40 km, na hora de pico da tarde, para 120 km. Hoje há congestionamentos significativos em corredores da mais longínqua periferia e em todos os quadrantes. O grau de "viscosidade" urbana aumenta, e a crise de mobilidade se agrava. Os deslocamentos ficam mais lentos, e as áreas congestionadas crescem. A administração municipal deve abrir e conduzir o debate a fim de se encontrar esse modelo sistêmico para enfrentar o problema da mobilidade urbana. É preciso sair da escala do semáforo, do viaduto, do talão de multa ou da placa de sinalização. A extensão e a gravidade do problema do trânsito paulistano requerem uma abordagem sistêmica, uma intervenção profunda com visão de longo prazo. É um desafio tecnológico, político e administrativo que exige um tratamento mais holístico e menos setorizado e um amplo debate com todos os segmentos representativos. ROBERTO SALVADOR SCARINGELLA
Engenheiro Civil e Jornalista, Diretor Superintendente do Instituto Nacional de Segurança no Trânsito

sábado, 20 de agosto de 2011

Projeto: Cuidando da sala (EMEF JK)

PROJETO: Cuidando da sala – Cuidando da escola.

A 5ª série C chamou a Dona Candinha para propor um Projeto, a ideia era cuidar melhor da sala. Cada aluno teria a responsabilidade de cuidar da sua carteira e cadeira. Uma vez por semana com panos e produtos de limpeza as carteiras e cadeiras seriam limpas. Mas era necessário pedir a colaboração dos alunos da manhã. O professor Ronaldo foi chamado para participar e fazer a integração das duas turmas. Todos os alunos concordaram com o Projeto. Vai funcionar assim:
a- Colocar etiqueta com o nome do aluno da manhã e da tarde para identificar as carteiras e cadeiras.
b- Organizar em uma caixa o kit projeto “Cuidando da Sala” (panos, álcool, buchas, veja), que ficará na sala da auxiliar de direção. Será utilizada pelas duas turmas.
c- Segunda-feira será o dia da ação da 5ª C e na Quarta feira o dia da 6ª B.
d- Haverá na sala um espaço de recados para os alunos da tarde se comunicarem com os alunos da manhã sobre o Projeto. Também poderão utilizar a lousa para passar os recados.
e- A Dona Candinha, o Professor Ronaldo e os professores coordenadores das salas (Romildo 5ªC e Joseneide 6ªB) estarão envolvidos diretamente com o Projeto, mas é importante que todos os demais professores também participem.
OBS.: Se o Projeto der certo, os alunos dessas salas vão incentivar os alunos das outras salas a participarem.

ONDE POSSO CORRER NA ESCOLA?

CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO
Aluno consciente... Condutor consciente no futuro.
“Correr e gritar pelo corredor da escola não posso, porque atrapalha o estudo dos outros alunos que estão em sala de aula. Além disto, pode ocorrer um acidente e alguém se machucar”.
“Correr pelo pátio da escola não posso em nenhum momento, tem várias quinas de concreto, bancos de concreto, mesas, o bebedouro com quinas perigosas. Durante o intervalo e as refeições nem pensar, já derrubaram o copo cheio na roupa do colega; o outro, coitado, o prato cheio de comida foi ao chão”.
Propostas:
a- Eleger dois monitores de cada sala para orientar os colegas sobre o comportamento adequado na sala de aula, nos corredores e no pátio.
b- Se após as orientações o(a) aluno(a) persistir nos erros, receberá uma advertência por escrito e comunicado aos pais ou responsáveis.
c- Se houver reincidência, o(a) aluno(a) ficará suspenso(a) dos torneios esportivos da escola.



ALUNOS ESTUDANDO...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Propostas: Convívio Escolar para o Fund. I

Proposta de atividade do 1º ao 5º ano


Para que a escola se transforme em um espaço democrático e cooperativo, pautado por relações éticas, é preciso criar situações e vivências que favoreçam a participação, o respeito à diversidade dos indivíduos e dos grupos. Assim, é importante trabalhar a ética a partir de situações concretas do cotidiano escolar, das relações que os professores, funcionários, coordenadores pedagógicos e diretores têm a oportunidade de compartilhar com os educandos.

Existem diversas situações do cotidiano escolar e comunitário em que nos colocamos as questões de “Como agir na relação com os outros? Agir buscando o quê? Fazer o bem ou o mal?” Enfim, isso é ético ou antiético? O debate destas situações pode criar bons momentos de atividade com os alunos. Mas o professor também pode e deve criar atividades para introduzir o debate de questões específicas. É esse o sentido das atividades aqui propostas.

A preocupação com a ética deve ter lugar central nas propostas educativas escolares se a escola quiser cumprir seu papel fundamental: a formação integral do cidadão. Evidentemente, essa formação se dá nas relações sociais que se estabelecem na escola entre alunos, alunos e educadores, funcionários e comunidade. Por isso, esse convívio social na escola precisa ser alvo de reflexão pela equipe escolar para que haja clareza quanto ao que se pretende ensinar.

Como a questão da ética não se resume ao discurso que podemos fazer sobre ela, a melhor forma de preparar nossos alunos para compreenderem os princípios éticos que devem regular o convívio escolar nas mais diversas situações (e na sociedade em geral) é fazer com que eles sejam vividos cotidianamente. Ou seja, é na prática, por meio do exemplo, da convivência e pela reflexão em situações reais que os alunos podem desenvolver atitudes coerentes com os valores humanos que queremos ensinar.

Desse modo, o convívio escolar é o conteúdo fundamental da formação ética dos alunos. “E, ao mesmo tempo, é o instrumento mais poderoso que a escola tem para cumprir sua tarefa educativa nesse aspecto” (Pg13).

Valores como respeito, justiça e solidariedade podem ser desenvolvidos pelo tratamento que a escola tem em relação a diferenças, potencialidades e dificuldades de seus alunos. Essa preocupação deve existir no trabalho em todos os níveis de ensino. No caso de 1ª a 4ª série, é possível trabalhar, por exemplo, com:

- acolhimento da 1ª série com atividades especiais de adaptação ao novo espaço;
envolvimento da 4ª série na recepção dos menores, seja com a 1ª ou a 2ª série;
apresentação dos diferentes profissionais que trabalham na escola e suas funções para as séries iniciais;
- entrevistas com funcionários e professores, coordenadores para conhecerem melhor as pessoas que trabalham na escola;
- elaboração de álbum de fotografia da classe que pode ser feito ao longo do ano em um caderno de desenho, mês a mês, ou em momentos significativos do trabalho escolar ou a partir de pequenas fotos, desenhos ou recortes de revistas que os alunos trazem/fazem de si próprios. Os álbuns podem ser decorados e complementados com textos escritos pelos alunos;
- estabelecimento de regras de convivência simples e em pequeno número para sala de aula;
- estabelecer um horário diário ou semanal – roda da conversa – para dialogar com os alunos sobre as situações vividas na escola, seus problemas e dificuldades de vida/relacionamentos;
- combinar atitudes em relação a situações do dia-a-dia em que haja coerência e respeito de todos;
- eleger representantes de classe depois de discutidos o significado da representação, o que esse representante deve fazer, que atitudes se espera dele, que problemas ele pode enfrentar, que regras ele deve seguir.
- O importante dessas atividades é mostrar ao aluno, de forma concreta e prática que o acolhimento, a solidariedade e o clima agradável que devem reinar na sala de aula e na escola fazem parte da ética de viver e conviver. Isso pode ser pontuado em um bate papo para que essa relação fique clara para todos.


Produção e Edição: Equipe EducaRede

terça-feira, 12 de julho de 2011

PROJETO DISCIPLINAR JK

“Escola Ensina - Família Educa”.
Objetivo: Desenvolver um conjunto de ações visando a melhoria das relações no ambiente escolar. Quanto melhor for a relação no convívio escolar, maiores serão as possibilidades da construção do conhecimento, elaboração e práticas pedagógicas, onde o educando e a comunidade serão os maiores beneficiados.
Como está sendo construído o Projeto Disciplinar?
1- Elaboração do Regimento Interno Disciplinar, construído pelos alunos representantes de sala (Alunos eleitos democraticamente pelos seus pares).
2-Reuniões bimestrais entre educadores e responsáveis pelos alunos, envolvendo todas as salas.
3- Reuniões disciplinares. Ocorrem quando a equipe escolar achar necessário. Envolve alunos com graves problemas disciplinares, seus responsáveis, o grupo de professores e equipe gestora.
4- Assembléias gerais com os alunos representantes de sala para refletir, diagnosticar, reivindicar e propor projetos que visem a melhoria da escola.
5- Reuniões específicas durante a JEIF para debater sobre o Projeto Disciplinar.
                                                       
 AÇÕES 
6- AÇÃO COLETIVA: CAMPANHA PARA QUE TODOS NA ESCOLA CONHEÇAM AS REGRAS E NORMAS PRODUZIDAS PELOS REPRESENTANTES DE SALA. (INFORMATIVO NAS SALAS E NOS CORREDORES – SALAS DA EQUIPE GESTORA – SECRETARIA. - TRABALHO DOS PROFESSORES EM SALA DESTACANDO O REGIMENTO DISCIPLINAR, BEM COMO O PROJETO “ESCOLA ENSINA – FAMILIA EDUCA”, LEVAR AOS ALUNOS OS TEMAS DEBATIDOS COM OS PAIS EM REUNIÃO.

7- AÇÃO COLETIVA: CADERNOS RELATÓRIOS POR CLASSE (SÓ FAZEM ANOTAÇÕES NESTE CADERNO, OS PROFESSORES, INSPETORES E EQUIPE GESTORA). A RESPONSABILIDADE PELO CADERNO É DE TODOS, ESPECIALMENTE, ALUNOS E PROFESSORES. OS REPRESENTANTES DE SALA TERÃO UMA RESPONSABILIDADE MAIOR, QUANDO NÃO HOUVER PROFESSOR EM SALA. ESTE CADERNO É LEVADO PARA SALA NA 1ª AULA E RETORNA NA ÚLTIMA AULA. O OBJETIVO É PROPORCIONAR REGISTROS DIÁRIOS E POR AULA PARA REALIZAR UM DIAGNÓSTICO MAIS REAL E COMPLETO DO AMBIENTE ESCOLAR, PARA ASSIM DESENVOLVER AÇÕES QUE BUSQUEM MELHORAR AS RELAÇÕES INTERNAS.

8- AÇÃO COLETIVA: (PROJETO MOBILIDADE NA ESCOLA). PROMOVER DEBATES E REFLEXÕES SOBRE A MOVIMENTAÇÃO DOS ALUNOS DENTRO DA ESCOLA (INTERVALOS, TROCA DE AULAS, ENTRADA E SAÍDA DOS ALUNOS). RELACIONAR COM AS REGRAS E NORMAS DE TRÂNSITO NA CIDADE E NOS ESTADOS.

9- AÇÃO COLETIVA: (PROJETO DESAFIO. SEMANAS DE DESAFIO PARA QUE AS SALAS SE EMPENHEM A PRATICAR DUAS OU TRÊS REGRAS DO REGIMENTO). AS SALAS SERÃO AVALIADAS PELOS PROFESSORES, INSPETORES, AUXILIARES DE DIREÇÃO E PELOS PRÓPRIOS ALUNOS ATRAVÉS DE AUTOAVALIAÇÃO. DURANTE ESTE PROCESSO OS PONTOS DA AVALIAÇÃO IRÃO SE ACUMULANDO, ASSIM COMO AS REGRAS A SEREM PRATICADAS (EM AULA ESPECÍFICA OS ALUNOS FARÃO AUTOREFLEXÃO SOBRE A CONDUTA DA SALA NO DECORRER DAS SEMANAS). OBJETIVO: ESTIMULAR A CONSCIENTIZAÇÃO EM RELAÇÃO ÀS NORMAS DE CONVIVÊNCIA, BEM COMO OS RESULTADOS DESTA PRÁTICA NO COTIDIANO ESCOLAR, OU SEJA, MELHORIA NO RELACIONAMENTO ALUNO-PROFESSOR, ALUNO-FUNCIONÁRIOS E ENTRE OS PRÓPRIOS ALUNOS.

Trânsito na escola.


TRÂNSITO – TRANSITAR - TRANSITANDO

Trânsito de carros!
Trânsito de bicicletas!
Trânsito de aviões!
Trânsito de helicópteros!
Trânsito de animais!
Trânsito de pessoas!
É possível se movimentar de forma tranquila sem incomodar o próximo?
É possível se movimentar sem invadir o espaço do outro, sem provocar acidentes?
É possível se movimentar em paz no trânsito?
Como está o trânsito dentro da sua escola?
- Será que as pessoas respeitam as regras e normas da mobilidade!
É fácil transitar dentro da sua escola?
Há situações de riscos, perigo de alguém se machucar, sofrer um acidente, fraturar o braço, bater com a cabeça numa quina de concreto?...
Pense em quais pontos da sua escola as pessoas podem ou não correr!...
Será que na sua escola há necessidade de monitores de trânsito, placas de sinalização, debates, palestras, conscientização para que respeitem mais o trânsito de pessoas?...
No Brasil, de acordo com os dados estatísticos, a segunda maior causa de morte de jovens, é acidente de trânsito. A primeira é homicídio (assassinato). Ainda de acordo com as estatísticas a cada ano no Brasil, morrem em média, 33 mil pessoas vítimas de acidentes de trânsito. Cerca de 400 mil ficam feridas ou inválidas.
• 75% dos acidentes são causados por falhas humanas.
• 12% são causados por falhas mecânicas.
• 6% são causados por más condições das vias.
Será que a escola pode contribuir para amenizar esses dados? Será que você também pode contribuir?...
Prof. Ronaldo José da Silva/Geografia

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Convívio escolar - debater e refletir para construir.


Quando me perguntaram em um dos encontros do Convívio Escolar, organizado pela área da Educação da Prefeitura de São Paulo como eu via o problema da indisciplina e da agressividade no ambiente escolar. Não tive dúvidas ao responder. Dois fatores são fundamentais para que a “violência” seja combatida no ambiente escolar: Primeiro a visão e prática da equipe gestora. A equipe gestora não pode atuar apenas como “bombeiro”, ou seja, ficar apagando os focos de incêndios que ocorrem na escola, sem ter uma visão mais abrangente das causas que promovem esses incêndios. Nem todos os gestores conseguem entender que a indisciplina ou a violência é resultado de um conjunto de fatores. Portanto, para resolver ou diminuir esses problemas é necessário um conjunto de ações. Posso citar alguns exemplos de causas que promovem ou aumentam a violência dentro e fora da sala: - o momento da entrada dos alunos mal organizado; a correria e gritaria pelos espaços internos da escola durante a troca de aula; durante os intervalos; na hora da saída ou em outros diversos momentos.
O segundo fator que é fundamental para combater a “violência” no ambiente escolar está relacionado à necessidade da equipe escolar trabalhar com projetos coletivos. Há muito tempo se fala neste assunto, mas ainda são poucas as escolas que realmente colocam projetos coletivos em prática e que, esses se tornem parte do cotidiano escolar. Posso citar como exemplo o Projeto Disciplinar. Quais são as escolas que realmente tem um, construído de forma democrática, ouvindo os diversos segmentos e que toda a comunidade escolar o conheça de fato? Um Projeto que traga um conjunto de ações bem definidas e debatidas, que se inicie na primeira semana do 1º bimestre e se prolongue no decorrer do ano, com reflexões e debates. Que não fique apenas no papel e tenha apenas ações punitivas.
Estou fazendo uma defesa do trabalho com “Projetos”, porque faz parte do meu cotidiano escolar. Há mais de dez anos tenho essa prática e os resultados são muito mais significativos, tanto para o professor quanto para os alunos. Aos poucos fui abandonando a prática conteudista e inserindo os projetos. Você pode trabalhar os diversos temas e conteúdos na forma de projetos. Precisa definir qual objetivo pretende alcançar, definir como será o início e o fim do Projeto e as estratégias e recursos que serão utilizados. O aluno precisa ter ciência de tudo isto, para se envolver e se organizar. Não é fácil, porque exige muito mais do professor. Mas com o tempo e a prática vamos percebendo que vale a pena.
Os Projetos podem ser trabalhados dentro da sua disciplina, por áreas afins ou coletivos que envolva toda a comunidade escolar.

Ronaldo José da Silva/Professor de Geografia
da Rede Municipal de São Paulo e do Estado.

sábado, 2 de julho de 2011

Projeto "Escola Ensina Família Educa"


   
EMEF PRES. JUSCELINO K. DE OLIVEIRA        
     
Projeto: “Escola ensina – Família educa”.

Relato: Diante da verificação do aumento da indisciplina e violência no ambiente escolar, em Reunião Pedagógica decidimos desenvolver um Projeto voltado para o Convívio Escolar. O Projeto “Escola ensina – Família educa” nasceu desta necessidade. O objetivo foi promover debates e reflexões sobre a realidade escolar, abordando aspectos positivos e negativos, ouvindo todos os segmentos, para que fossem desenvolvidas ações coletivas com a finalidade de construir um ambiente mais preparado e organizado para enfrentar os desafios que o mundo escolar e a sociedade nos apresentam. O título é uma provocação, pois sabemos que tanto a escola como a família ensinam e educam. O Projeto propõe um diálogo constante entre escola e família no sentido de refletir sobre as responsabilidades e limites de ambos no desenvolvimento do educando.

1- No primeiro momento verificamos quais ações já havia na escola com resultados positivos:
-Organização estudantil (Representantes de sala e Grêmio Estudantil);
-Regimento Disciplinar produzidos pelos próprios alunos;
-Projeto dos professores de módulo com temas voltados para a cidadania e ética;
-Reuniões bimestrais entre pais e mestres e Reuniões específicas envolvendo o grupo de alunos com problemas disciplinares, seus responsáveis e o grupo de professores.

2- Diagnóstico: Para tornar o Projeto transparente, democrático e participativo, procuramos ouvir todos os segmentos da escola (professores, alunos, funcionários, pais, equipe gestora). Com isto obtivemos um diagnóstico geral dos pontos positivos e negativos da escola. Produzimos então um mapeamento dos problemas da escola e ouvimos as propostas desses segmentos.

3- AÇÕES COLETIVAS:
  • Campanha para que todos os segmentos da escola conheçam o Regimento Disciplinar produzido pelos alunos representantes de sala . Foram colocados cartazes nas diversas dependências da escola, além das salas de aula. Foi debatido com os pais em reuniões.
  • Cadernos Relatórios. Com o objetivo de produzirmos registros diários e por aula, foi produzido para cada sala um caderno diário. A responsabilidade por este caderno é de todos, mas principalmente dos alunos representantes de sala e dos professores. O caderno é levado pelo professor na primeira aula e retorna na última aula. Só fazem anotações no caderno o professor, os inspetores ou equipe gestora. Este caderno fica a disposição dos responsáveis quando vem à escola obter informações sobre seus filhos. É apresentado nas reuniões de pais para que os responsáveis assinem e tomem ciência do comportamento do aluno.
  • DESAFIOS. As salas são avaliadas e recebem pontuação de acordo com os itens do Regimento Disciplinar. (Quem avalia e pontua são os professores, inspetores, equipe gestora e os próprios alunos através de auto-avaliação). O resultado do Desafio vira uma média estatística da sala. Esse resultado serve para reflexão dos alunos e dos educadores e para orientar a equipe escolar em ações que possam ser desenvolvidas para a melhoria do comportamento e do rendimento dos alunos.
  • Campanha “Aonde posso correr na escola?” Com o objetivo de conscientizar os alunos sobre os perigos de correr em locais inadequados dentro da escola, foram desenvolvidos cartazes e placas de sinalização, textos para serem debatidos. Os alunos do Grêmio visitam as salas falando sobre a Campanha e anotando relatos dos alunos.  
·         Assembléias gerais com os alunos representantes de sala para refletir, diagnosticar, reivindicar e propor projetos que visem a melhoria da escola.
·          Reuniões específicas durante a JEIF para debater sobre os problemas disciplinares.
·         Foi aprovado coletivamente que os alunos que possuem alto grau de indisciplina e não contribuem para o bom convívio escolar não participarão das excursões e torneios inter-classes realizados durante o ano.

“A escola que tem projetos coletivos contínuos  voltados para o convívio escolar, ao longo dos anos terão apenas problemas pontuais relacionados à indisciplina e não generalizados”.
                                                       
                                                    

                                                      Professor responsável: Ronaldo José

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Em busca do 1º emprego.

Estudantes batem perna pela cidade para conseguir prática profissional em empregos temporários de final de ano.
Buscar o primeiro emprego em pleno período de férias pode parecer um contrasenso. Mas é justamente nessa época que muitos jovens aproveitam a folga das aulas para redigir seu primeiro currículo e sair em busca de um emprego temporário.
Esse já famoso “bico de final de ano” serve como primeira experiência profissional e também rende os fundos necessários para cursos, passeios, viagens, roupas, baladas e afins. (...)
Juliana Gomes, 16 anos, rodava no saguão do shopping Pátio Higienópolis sem saber ao certo onde ir. “Sei que em loja de senhora não rola. Acho que vou deixar meu currículo em lojas de brinquedo e de roupa de criança”, disse Juliana.
“Acho que gente como eu, menor de idade e sem experiência, eles só pegam em último caso”, conclui. Juliana não está totalmente enganada. A maior parte das oportunidades de emprego temporário – e não todas elas – pede que os candidatos tenham 18 anos ou mais.
De acordo com as leis de trabalho e com o (ECA) Estatuto da Criança e do Adolescente, a idade mínima para a admissão ao trabalho é de 14 anos (aprendiz), e os jovens de 16 e 17anos só podem trabalhar com algumas restrições. Entre elas está discriminado que esse jovem não pode trabalhar no período da noite nem fazer horta extra. Dois fatores muito comuns nos empregos de lojas de shopping, que ainda estendem o período de trabalho aos sábados e domingos. “Esses são alguns dos obstáculos legais que atrapalham o desempenho do jovem no comércio, já que aí é exigida uma disponibilidade maior”, confirma o Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário, Edson Belini.

Folha de São Paulo, 20/11/2000.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Qual é a função da escola?


Ao analisar com olhos mais críticos o comportamento de muitos estudantes no espaço escolar nos últimos anos, perceberemos que, por diversos fatores, a escola não está sendo mais encarada como um espaço de aprendizagem, de construção do conhecimento. Para grande parte de nossos alunos, a escola se tornou, acima de tudo, o espaço de lazer, brincadeiras, da paquera, dos encontros. Este fato ou constatação muitas vezes é reforçado pela própria escola. Sem falar, nos meios de comunicação (filmes, novelas, seriados, etc.) que exploram muito mais o entretenimento e as relações pessoais, passando uma imagem irreal da escola. “Aprender de forma lúdica, requer planejamento, estratégias e objetivos. Não é só brincar por brincar”.
Não podemos permitir que a escola se transforme em área de lazer, na concepção do aluno. Não é essa a função da escola. Os momentos de recreação desenvolvidos na escola devem estar num contexto educacional, onde haja propostas e objetivos claros, com regras e normas definidas. É fundamental que os estudantes estejam bem esclarecidos da razão de ser dos momentos recreativos, inclusive nos seus intervalos.
Brincar por brincar no ambiente escolar, acaba confundindo a mente dos estudantes em relação à real função da escola, prejudicando todo o processo de desenvolvimento da aprendizagem.
Essa preocupação deve ser levada em consideração desde o primeiro ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio. Desfazer essa mentalidade que vem dominando o mundo escolar é nosso desafio.
A escola veio assumindo com o passar dos anos diversas responsabilidades ou funções que comprometeram a sua identidade. A escola e seus educadores precisam evoluir, mas não podem perder a identidade. Qual é nossa verdadeira função?
- Nem assistencialismo, nem autoritarismo. Promover o espaço de construção do saber em suas múltiplas formas.
Prof. Ronal do José da Silva/Geografia

Projeto Formatura na Escola (Sumie)



Projeto Comunicação Jornalistica


Reflexões sobre 2010.




Apesar de ter sido um ano muito agitado, com muitos feriados, a Copa do Mundo de Futebol e as eleições para o Executivo e Legislativo dos Governos Federal e Estadual, foi possível desenvolver junto com meus alunos e colegas educadores alguns projetos interessantes. Na EMEF JK no decorrer do ano trabalhamos o Projeto Comunicação Jornalística, no qual trabalhamos o Jornalismo em três esferas: Impresso (jornais e revistas), o Radiojornalismo e os Telejornais. Trabalhamos teoria e prática, onde todos os alunos tiveram a oportunidade de interagir, participar, criar.
Relacionando ainda com o Projeto Comunicação Jornalística, trabalhamos o Projeto Administração Pública, fazendo a relação entre a importância das eleições no país e o atendimento à população, refletindo sobre os cargos mais importantes e suas conseqüências para o desenvolvimento do país. Quem faz as leis? Por que pagamos impostos? Por que o voto é importante? O Brasil é um país democrático? Sempre houve democracia no Brasil? O que é democracia? O que é democracia participativa? O que é democracia representativa? Quem pode ser candidato às eleições no país? Partidos de direita e de esquerda – o que é isto?
Ainda na EMEF JK, fechamos o Projeto Organização estudantil, com as eleições do Grêmio Estudantil 2010/2011. A participação dos alunos foi muito interessante, com grande número de candidatos inscritos. A campanha eleitoral ocorreu dentro dos combinados, terminando com a eleição dos treze alunos mais votados. Uma lição de democracia.
Na outra escola onde leciono, EE Sumie Iwata, também trabalhei o Projeto Administração Pública, fazendo relações com os meios de comunicação. Consegui também dar inicio a um outro Projeto: O IBGE e o povo brasileiro. Com os dados mais atualizados de acordo com o último censo pretendo dar continuidade neste ano. Para finalizar o ano de 2010 na Escola Sumie, coordenei o Projeto Formatura na Escola, onde realizamos a Colação de Grau e Formatura dos alunos dos 3ºs anos da EJA e do Regular.